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    Médico cirurgião torácico tira dúvidas sobre como a Covid 19 atinge os pulmões, testagem e diagnóstico

     Muitas dúvidas e anseios surgem neste momento em que muito se fala em pandemia e necessidade de isolamento social.  Entre as principais está: quando devo fazer o exame para diagnóstico da Covid-19 e como sei diferenciar uma simples síndrome gripal com sintomas do novo coronavírus? O médico cirurgião torácico que atende no HCR, Dr. João Isidro Fracasso CREMERS 27.370, fala de forma simples e acessível em entrevista. Confira:


    Como a Covid 19 pode atacar os pulmões?

    Dr. João: Este vírus ataca os pulmões causando a síndrome da angústia respiratória, chamada de SARS. Mas além de afetar os pulmões afeta outros órgãos também. Dentre os principais fatores de risco  para um mau prognóstico, um mau desenrolar destas doenças, temos diagnosticado pacientes cardiopatas, hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias,   problemas pulmonares,  pneumopatia,  e um fator que está complicando ainda mais  são os     pacientes obesos  que estão tendo um risco maior  de ter mau prognóstico   devido a esta doença.


    Falando em taxa de mortalidade da doença o que devemos considerar?

     Dr. João: A taxa de mortalidade é muito baixa, porém, levando em conta que nas cidades vizinhas e menores ainda são poucos os pacientes que estão sendo testados, nos dão a impressão de que a taxa de mortalidade é muito alta. Mas na verdade nós estamos tendo um imenso número de pacientes infectados assintomáticos e que não estão sendo diagnosticados. Se nós fizéssemos testes em massa, nós poderíamos ver que o número de pacientes que evoluem com mau prognóstico é muito pequeno. O número de pacientes que evolui a óbito é quase nulo em crianças e adultos jovens. Algum caso esporádico de algum paciente que quando analisado está com muita comorbidade e muito imunodeprimido. Caso contrário o óbito acaba sendo em pacientes acima de 60 anos. 


    O que a medicina deve considerar quando se fala em diagnósticos da doença?

     Dr. João: Com o passar do tempo estamos conhecendo melhor as formas de diagnóstico. Então o período de     incubação, ou seja, o tempo que uma pessoa entrou em contato   com alguém infectado para que ela comece a desenvolver sintomas está sendo estimado após três dias. A grande maioria das pessoas começa a desenvolver algum sintoma do coronavírus entre o terceiro e   o sexto dia após contato com uma pessoa infectada. Passado este tempo é muito difícil. Algumas pessoas demoram até dez dias para desenvolver o início dos sintomas. Acima de dez dias do contato é quase nula a chance desta pessoa começar a desenvolver os sintomas.


    Existem vários tipos de diagnóstico da doença. O que avaliar em cada um deles?

     Dr. João: Dentre os testes de diagnóstico o mais fidedigno é o PCR. Este pode ser coletado logo no primeiro dia que o paciente começa com sintomas, porém o PCR só pode ser feito se o paciente está com doença em atividade. Ele não vai dizer se a pessoa teve doença ou não.

    O teste rápido feito por alguns laboratórios e hospitais só pode ser coletado sete dias após o início dos sintomas. Então no caso de o paciente ter começado com os sintomas só vai dar positivo sete dias após.  Além disso, o teste rápido se divide no IGM e no IGG. O IGM se acusar positivo quer dizer que o paciente está com a doença e está com atividade da mesma (está apresentando replicação viral, quando pode contaminar outra pessoa).  Neste caso a orientação é que o paciente fique 14 dias em isolamento. No caso de IGG, quer dizer que o paciente teve a doença e que já está curado, imune e sem chances de contaminar outra pessoa.  Ou seja, não tem carga viral suficiente para contaminar outra pessoa.



    E como diferenciar uma síndrome gripal comum com sintomas da Covid 19?

     Dr. João: A Covid 19 pode ter como sintomas uma síndrome gripal clássica, porém um pouco mais forte, com tosse seca sem catarro, cefaleia forte, dor muscular e sensação de fadiga, dor forte na panturrilha, braços e articulações, além de   dor de garganta, ou um simples desconforto na garganta.  A maioria dos pacientes evoluem com picos febris, pelo menos no intercurso da doença terão tido um ou dois. Algumas vezes até febrícula 37,5 ou 37,6 e algumas vezes uma febre um pouco mais alta.

    A diferenciação dos sintomas de uma pessoa com Covid 19 para uma gripe simples é difícil de ser feita. Então o recomendamos é que o paciente que começar a ter sintomas nesta época de pandemia procure atendimento médico. Estes pacientes estão sendo testados até para os profissionais saberem se é necessário o isolamento e tentar ter um maior controle do vírus. Entre os sintomas de alerta está a disfunção respiratória.   No caso de haver falta de ar sem explicação, deve procurar o quanto antes o serviço de atendimento médico. 

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