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    Agosto Lilás: HCR está engajado na luta pelo fim da violência contra a mulher

     

    Quem passar pelo Hospital Cristo Redentor durante todo esse mês de agosto, perceberá uma iluminação diferenciada nas paredes externas frontais. Isso porque a instituição resplandece nas recepções 2 e 3, a cor lilás que simboliza a luta pelo fim da violência contra mulher. Engajado na Campanha Agosto Lilás, o hospital é um dos edifícios de notoriedade pública de Marau que abriga a nova cor.

     

    A proposta da nova iluminação, foi a convite do Centro de Atendimento à Mulher e da Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Social do município.   Esta é apenas uma de uma série de ações que ocorrem durante todo o mês de agosto. Vários encontros com colaboradores do HCR estão programados pelo DHO- Setor de Desenvolvimento Humano e Organizacional, para que o assunto em questão seja ampliado. Já confirmada está a vinda de profissionais do Centro de Atendimento à Mulher e CREAS- Centro de Referência Especializado em Assistência Social. Segundo explica a psicóloga Organizacional, Lilian Stolfo Maculan Rettore, “trabalhar o tema em âmbito interno da instituição é uma forma do hospital estar sempre preparado para receber possíveis casos de violência, identificá-los e geri-los da forma mais adequada’. 

     

    Números

    Assim como ocorre historicamente em várias instituições de saúde pelo mundo, o HCR também é porta de entrada de casos de violência contra a mulher.  Segundo dados apurados pela Coordenadora do Serviço de Controle de Infecção e Núcleo de Segurança do Paciente, Lidiane R. Pagnussat, somente no mês de julho de 2022 foram atendidos 4 casos de lesão corporal em mulheres, no Pronto Atendimento do HCR. Os atendimentos ocorreram em pacientes com média de idade de 29 anos e com relato de agressão por parte de pessoas próximas das vítimas.

     

    Ainda conforme dados disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública, Departamento de Planejamento e Integração, Observatório Estadual de Segurança Pública do RS, no período de janeiro a junho de 2022 ocorreram 8.743 casos de lesão corporal, 1.045 casos de estupro, 55 casos de feminicídio, 114 tentativas de feminicídio e 15.217 ameaças de violência contra as mulheres. O mesmo site traz os dados de Marau, sendo que no mesmo período, somente no município foram registrados 76 ameaças, 26 casos de lesão corporal e 3 casos de estupro.

     

    Avaliação psicológica

     

    Os números citados de violência contra a mulher, no entanto, não representam a totalidade de casos existentes, já que o assunto ainda é velado e muitos nem mesmo são notificados ao sistema de saúde.  Segundo explica a psicóloga que atua na Unidade de Saúde Mental do HCR, Mayara Larice de Oliveira, outros casos que chegam ao hospital para atendimento, com motivos inconclusivos, como por exemplo, tentativas de suicídio e depressão, tiveram procedência em casos velados de violência contra mulher. “Cabe ressaltar que a violência não estará necessariamente explícita no corpo da mulher. Embora as consequências físicas sejam mais facilmente identificadas, são as psicológicas que deixam marcas difíceis de suprimir. Algumas vezes, casos que chegam ao hospital para atendimento, como tentativas de suicídio, automutilações, transtornos depressivos e ansiosos, tem como fator adjacente a vivência da violência por parte dessas pacientes”, explicou.

     

    Mayara colocou ainda que “durante a avaliação de casos de violência contra a mulher, é imprescindível levar em consideração o caráter multifacetado desta violência em questão, comumente velada e silenciosa”.  “O impacto da violência sobre a saúde física e psicológica pode persistir mesmo após a interrupção da violência, alimentados por sentimentos como os de culpa, vergonha e medo. Nesse contexto percebe-se a importância do atendimento psicológico para acolher, escutar e orientar, auxiliando tais pacientes a identificar, superar as implicações da violência vivida e resgatar sua autonomia e identidade”.

     

     

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